Saúde mental na infância
- Andressa Carvalho
- 19 de jul.
- 2 min de leitura

A infância é uma das fases mais importantes do desenvolvimento humano. É nesse período que a criança começa a construir sua identidade, formar vínculos, lidar com emoções e entender o mundo ao seu redor. Por isso, cuidar da saúde mental infantil é essencial para que ela cresça de forma saudável — emocionalmente, socialmente e cognitivamente.
Peculiaridades da Infância
Durante a infância, o cérebro está em constante desenvolvimento. As experiências vividas nessa fase moldam a forma como a criança irá perceber a si mesma, os outros e o ambiente. Os pequenos ainda estão aprendendo a:
* Nomear e reconhecer emoções;
* Lidar com frustrações;
* Se comunicar de forma assertiva;
* Criar estratégias para resolver conflitos.
Por isso, é comum que manifestem seus sentimentos através do comportamento, e não com palavras.
Como ajudar a criança a desenvolver inteligência emocional?
A inteligência emocional é a capacidade de reconhecer, compreender e lidar com as próprias emoções e as dos outros. E ela pode — e deve — ser estimulada desde cedo. Aqui vão algumas estratégias:
* Ensine a nomear as emoções: Use livros, histórias e o dia a dia para conversar sobre sentimentos (tristeza, raiva, alegria, medo...).
* Valide o que ela sente: Dizer "não precisa chorar" pode invalidar a dor da criança. Em vez disso, tente: "eu entendo que você está triste".
* Dê o exemplo: Crianças aprendem muito mais pelo que observam do que pelo que ouvem. Mostre como você lida com suas próprias emoções.
* Estimule o diálogo e a escuta: Pergunte como ela se sentiu após certas situações e escute com atenção, sem julgamentos.
Crie um ambiente seguro: Afeto, rotina e limites claros ajudam a criança a se sentir protegida.
Sinais de sofrimento psíquico na infância
Nem sempre uma criança com sofrimento emocional vai saber expressar isso com palavras. Por isso, é importante estar atento a alguns comportamentos como:
* Mudanças repentinas de humor ou comportamento;
* Agressividade ou isolamento excessivo;
* Medos intensos e frequentes;
* Regressões (voltar a fazer xixi na cama, chupar dedo);
* Dificuldades na escola (atenção, aprendizagem, socialização);
* Queixas físicas constantes (dor de barriga, dor de cabeça) sem causa médica aparente;
* Alterações no sono ou apetite.
Quando buscar ajuda?
Se os comportamentos de sofrimento persistirem por semanas, interferirem nas relações familiares, escolares ou sociais, é importante buscar ajuda psicológica especializada. A psicoterapia infantil oferece um espaço acolhedor e seguro para que a criança possa se expressar, elaborar emoções e aprender novas formas de lidar com suas dificuldades.
Cuidar da saúde mental das crianças é investir em adultos mais saudáveis emocionalmente no futuro. O apoio da família e o olhar atento fazem toda a diferença!
Se você é mãe, pai, cuidador ou profissional da educação, saiba que a psicoterapia infantil pode ser uma grande aliada nesse processo.




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